Dezembro tem o maior movimento anual no transporte rodoviário de passageiros
Dezembro é o mês com o maior movimento do ano para os ônibus interurbanos no Brasil. E os motivos são ao início das férias escolares e as festas de fim de ano. Esta movimentação segue em janeiro, e também em fevereiro com o Carnaval, que será entre os dias 14 e 18 do mês. Com isto os ônibus aumentam a sua participação, que estatisticamente é a principal forma de transporte utilizada pelos brasileiros. Mas o presidente da FEPASC (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros dos Estados do Paraná e Santa Catarina), Felipe Busnardo Gulin, alerta sobre os problemas existentes com a clandestinidade e concorrência desleal neste segmento. E acrescenta: “A falta de fiscalização sobre as operações de ônibus irregulares no Brasil cria graves riscos para a segurança dos passageiros. Veículos sem autorização não passam por inspeções mecânicas, e não tem seguro obrigatório para os usuários, entre vários outros problemas”.
Além destas questões, o dirigente cita também os horário dos motoristas de linhas irregulares, onde não há controle do tempo enfrentado na direção. Diante desta realidade, Felipe Busnardo Gulin diz que a principal reivindicação do setor é por fiscalizações permanentes nas estradas, punições aos operadores ilegais e regras claras para as novas plataformas, que agora vendem viagens sem autorização legal ou controle. Para o presidente da Fepasc, combater a clandestinidade deveria ser parte essencial da política de segurança viária no Brasil. E isto porque o transporte rodoviário regularizado é que faz a integração da maior parte das cidades, principalmente as de pequeno e médio porte que não tem aeroportos. E é este setor que leva o acesso até as regiões emque o avião não chega.
Um documento divulgado no recente Encontro Nacional da Fepasc tem foco nos riscos das estradas, que crescem pela falta de fiscalização. E informa que o Brasil tem 5.570 municípios, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas tem apenas 120 aeroportos com voos regulares. Assim, na prática, a grande rede nacional de transportes é garantida pelos ônibus regularizados, que conectam as cidades do interior. E que desta forma facilitam o reencontro das famílias no Natal e Ano-Novo, possibilitando ainda que os turistas cheguem até as praias e centros urbanos, sem dependerem de transporte aéreo, que tem maior custo. Essa capilaridade, aponta o documento da Fepasc, é o principal diferencial do setor: “Enquanto o avião cobre rotas de grande demanda, o ônibus atende desde trechos curtos, até as longas travessias interestaduais — sendo muitas vezes o único modal disponível para estas localidades”.


